Há quase um mês sem abrir um novo leito de UTI no Hospital São Luiz, o Hospital de Campanha de Mossoró, a interventora da Apamim, Larizza Queiroz, responsável pela administração dessa unidade hospitalar, respondeu (ao BLOG DO BARRETO) que não ampliou a oferta de leitos por falta de repasse ocasionado por um erro no credenciamento dos leitos no Ministério da Saúde.

Ora, mesmo que tenha ocorrido esse erro, o que não falta é dinheiro na Prefeitura de Mossoró, Governo do Estado e na própria Apamim para bancar esses leitos até que o problema seja resolvido.

O PORTAL DO OESTE/BLOG DO MAGNOS já mostrou que a Prefeitura de Mossoró tem quase R$ 9 milhões em caixa para gastar com a covid-19. Mostrou ainda que o Governo do Estado ainda tinha mais de R$ 22 milhões para o mesmo fim. Por qual motivo os dois entes não bancam esses leitos até que o credenciamento seja reativado? Seria falta de urgência?

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Até a própria Apamim pode bancar pelo menos metade do valor reclamado (cerca de R$ 1 milhão). Afinal recebeu meio milhão de reais (exatos R$ 488.055,50) da Justiça Federal também para esse fim.

Quando determinou a transferência dos recursos para a Apamim, o Juiz Federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal de Mossoró, argumentou que o montante seria de grande valia para promover o incremento de leitos hospitalares destinados ao enfrentamento do covid-19 a serem instalados no Hospital São Luiz, levando em conta o TAC firmado entre Prefeitura de Mossoró, Governo do Estado e Apamim para a abertura dos prometidos 100 leitos, sendo 35 de UTI e 65 de enfermaria.

Se essa não for a hora de usar esses recursos, quando será? Ou esses recursos já foram usados? Se foram, em que?

A verdade é que as pessoas estão adoecendo e morrendo e não há leitos para todas sob a justificativa de falta de dinheiro, quando todos os envolvidos estão com dinheiro em caixa para gastar exclusivamente na solução deste problema.

Foto: Cézar Alves/Apamim