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Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

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Gestão Allyson mente ao Ministério Público e turbina quantidade de cirurgias realizadas

Com uma fila de mais de 1.000 mulheres esperando por cirurgias ginecológicas, hospital realizou em 12 meses apenas 14 procedimentos de histerectomia total.

Gestão Allyson mente ao Ministério Público e turbina quantidade de cirurgias realizadas
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A gestão do prefeito Allyson Bezerra mentiu para o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e turbinou a quantidade de cirurgias eletivas realizadas atualmente em Mossoró.

Em resposta a uma solicitação de informações da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró/RN, a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró afirmou que realiza 20 procedimentos cirúrgicos por semana, sendo 10 de cirurgia geral e 10 de ginecologia e obstetrícia. No entanto, o BLOG DO MAGNOS apurou que o número real passa longe da média informada.

De acordo com dados do sistema DATASUS do Ministério da Saúde, o Hospital São Luiz, apontado pela secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, como Unidade Hospitalar responsável pelas 20 cirurgias semanais, realizou apenas 127 procedimentos em 12 meses, entre julho de 2024 e junho de 2025. Uma média de pouco mais de 10 cirurgias por mês.

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O próprio Hospital São Luiz negou ao BLOG DO MAGNOS que esteja fazendo uma média de 20 cirurgias por semana. “Previsão de 40 procedimentos por mês.”, informou uma fonte, número que também não bate com os dados registrados no Ministério da Saúde.

Com uma fila de mais de 1.000 mulheres esperando por cirurgias ginecológicas. O Hospital São Luiz realizou em 12 meses apenas 14 procedimentos de histerectomia total, por exemplo. O procedimento mais realizado no período pesquisado foi o de hernioplastia inguinal crural unilateral, com 28 cirurgias.

Mesmo turbinando a quantidade, a gestão Allyson Bezerra precisaria de mais de dois anos para zerar a fila de espera por cirurgias ginecológicas. No ritmo informado pelo hospital, seriam necessários mais de quatro anos. De acordo com dados do sistema DATASUS, uma décadas ou mais.

FONTE/CRÉDITOS: Magnos Alves
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