Mossoró completa no próximo domingo (17) dois meses de suspensão das aulas na Rede Municipal de Ensino. Dois meses que muitos estudantes não têm acesso à merenda escolar e que não receberam um único quilo de feijão ou de arroz da Prefeitura de Mossoró.

A prefeita Rosalba Ciarlini publicou decreto e suspendeu as atividades escolares a partir do dia 18 de março. De lá pra cá, quase dois meses já passaram e a Secretaria Municipal de Educação ainda não fez chegar a todos os estudantes a primeira remessa dos chamados kits de alimentação.

Como já denunciado anteriormente pelo PORTAL DO OESTE, a distribuição dos alimentos é lenta e sem continuidade. Uma ou duas vezes por semana, a Prefeitura de Mossoró escolhe algumas escolas ou creches e faz a entrega. O restante que espere.

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Um exemplo é a Unidade de Ensino Infantil Noeme Borges. Encravada nas Malvinas, essa creche também atende crianças da Favela do Velho e do Jardim das Palmeiras, numa das regiões mais pobres e esquecidas de Mossoró. A merenda escolar é para muitas crianças dessa área periférica, a principal refeição do dia. Mas somente hoje, 58 dias depois do início da suspensão das aulas, é que a assistência mínima da Prefeitura de Mossoró deve chegar até elas.

A situação das crianças das Malvinas, Favela do Velho, Jardim das Palmeiras e demais localidades dessa região do bairro Dom Jaime Câmara só não é pior do que daquelas que ainda continuarão aguardando pelo arroz e feijão da Prefeitura de Mossoró.

O Município promete que todos os alunos regulamente matriculados na Rede Municipal de Ensino serão contemplados. Só não se sabe quando.