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A Prefeitura de Mossoró tem insistido que o Procon Municipal está atento à prática de preços abusivos durante a pandemia do novo coronavírus. No entanto, a atuação do órgão não é percebida pela população. E há uma explicação.
Apesar da propaganda feita pelo Município, o Procon Municipal não tem fiscais. Logo, o órgão não tem como fiscalizar o comércio e fica dependendo de denúncias. O problema é que a população reclama muito nas redes sociais, mas geralmente não efetiva a denúncia.
Chamados ao Procon existem aos milhares. "Alô procon, existe esse preço não , tá louco.. Isto é crime!", publicou Ícaro Christian, em uma rede social, reclamando do preço do álcool gel. "Eu sempre comprei esse álcool a 18,00 e agora passou pra 30", acrescentou Teodora Oliveira.
As reclamações se concentram em relação aos preços do álcool gel a 70 e de máscaras. Mas os preços praticados pelos supermercados também já começam a despertar a insatisfação da população.
Para Paulo Henrique, é uma vergonha o Procon de Mossoró não ter gente para fiscalizar. "Está todo mundo reclamando. Basta o procon ir ao Centro que vai ver. Agora, se não tem fiscal, fica difícil.", reclamou.
A situação no Procon Estadual não é muito diferente. O órgão em Mossoró se resume a uma pessoa lotada na Central do Cidadão. Em razão da pandemia, o Procon Municipal e o Estadual estão sem atendimento presencial.
Sem atendimento presencial ou fiscais, o Procon Municipal está atendendo pelos telefones 3315-5049 e 98827-0689
O PORTAL DO OESTE tentou falar com a diretora do Procon Municipal, Vera Araújo, mas não teve sucesso.
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