A bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró protocolou, nesta quarta-feira (28), pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o suposto pagamento de propina ao prefeito Allyson Bezerra revelado pela Operação Mederi.
Em coletiva de imprensa concedida na Câmara, os vereadores Cabo Deyvison, Marlei de Cunha, Pluvial Oliveira, Jailson Nogueira e Wiginis do Gás cobraram a participação dos demais parlamentares para se comprometerem com a investigação no legislativo.
Plúvia recordou que investigações de outras denúncias de corrupção foram barradas pela bancada governista e que espera um desfecho diferente agora, diante da gravidade da situação com a citação clara dos nomes envolvidos. “se se negar (a investigar), que diga para toda a sociedade porque não aceitar a CEI.”, desafiou, acrescentando que não se trata de perseguição política: “São indícios de corrupção, com nomes citados: Allyson, Marcos, Morgana, Mariano.”, defendeu.
Marleide Cunha acrescentou que há indícios de corrupção na gestão Allyson desde o seu início. Ela elencou outros casos que não foram investigados como um aditivo de meio milhão de reais para a obra do Memorial da Resistência depois de concluída; mais R$ 500 mil em aditivos para obras de praças e do museu já em fase de conclusão; a contratação – cancelada depois de denúncia da oposição - da empresa São Tomé, que nem uma sede tinha; e a aplicação de recursos da cultura. “A população sofrendo sem medicamento e o prefeito sendo citado em diálogos como beneficiário para receber propina.”, criticou.
A CEI foi batizada de “Matemática de Mossoró” em alusão a trechos de diálogos revelados pela PF em que empresários discutem a divisão de propina entre eles, Allyson e uma mulher não identificada. Segundo a PF, o prefeito ficaria com R$ 60 mil (15%) de uma ordem de entrega de material no valor de R$ 400 mil.
Além da CEI, a oposição vai pedir a convocação de uma sessão extraordinária para debater a operação e também vai acionar o Ministério Público.
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