Águas que antes eram descartadas agora ganham um novo destino no Semiárido potiguar. O Centro Feminista 8 de Março (CF8) concluiu a instalação de cinco Sistemas de Reuso de Águas Cinzas (RAC) em comunidades rurais do município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, por meio do Programa Cisternas, em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

O projeto integra, pela primeira vez, o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), como parte do aditivo ao termo de cooperação firmado entre a ASA e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Ao todo, 45 famílias foram contempladas com a tecnologia social, ampliando o acesso à água e fortalecendo a produção agroecológica no Semiárido brasileiro.

No Rio Grande do Norte, os sistemas foram instalados no Assentamento Cristais, na região Oeste potiguar. A implantação envolveu a construção dos tanques e a instalação do sistema hidráulico responsável pelo tratamento e reaproveitamento das águas cinzas.

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No Rio Grande do Norte, os sistemas foram instalados no Assentamento Cristais, na região Oeste potiguar.
No Rio Grande do Norte, os sistemas foram instalados no Assentamento Cristais, na região Oeste potiguar.

O Sistema de Reuso realiza o tratamento das águas provenientes de atividades domésticas, como as de pias, chuveiros, tanques e máquinas de lavar. Após passarem por um processo de filtragem, essas águas seguem para um tanque de reuso, são bombeadas e direcionadas à irrigação de quintais produtivos agroecológicos, integrados a sistemas agroflorestais.

Com a tecnologia, a água que antes ia diretamente para o ralo passa a cumprir um papel fundamental na produção de alimentos, no cultivo de plantas frutíferas e na arborização dos quintais das comunidades. A iniciativa contribui, assim, para a segurança hídrica e alimentar das famílias, além de promover a sustentabilidade ambiental.

A implantação dos sistemas reafirma o compromisso do Centro Feminista com a convivência com o Semiárido, a valorização das tecnologias sociais, políticas públicas e o fortalecimento da autonomia das famílias agricultoras, especialmente das mulheres do campo.